quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ela

Continuei a andar, esquecendo que ela estava perto.
Nem dei atenção ao fato de estar ficando escuro.Estava totalmente despreocupada.
Tenho certeza de que ela estava pensando "esta aqui não me escapa","ela não pode fingir que não existo desta forma, é um insulto".
Eu continuava a nem dar atenção, mas, inconscientemente, sabia que ela estava cada vez mais perto.
Foi então a hora que aconteceu.
Começou aos poucos, mas já dava para perceber que estava vindo furiosamente.
A chuva me molhou completamente.Não só eu mas o saco de pão que eu havia ido buscar.
Comecei a correr tentando diminuir os danos mais isso era impossível, sua fúria era selvagem.
E de quebra, para aumentar meu bom humor, nesse corre-corre meu chinelo me traiu e ficou a vários passos de mim, diferentemente da vergonha que estava perto demais.
Por fim, desisti de correr, afinal a desgraça estava feita.

PS.:Eu adoro a chuva, sempre adorei.Essa é a parte mais estranha.

1 comentários:

Malú disse...

Ah, a chuva é uma traíra! Vem quando menos precisamos, e se despede dando tchauzinho quando a queremos por perto. rsrs
Post novo; passa lá ;)

bj !